
a noite, eu simplesmente percorro essas ruas...a solidão do escuro, corroí tudo o que conheço.
Não e' nada mais que um grito oco, disperso no tempo, e de tempo se faz crescer, por entre veias e pulsares...por entre medos, terrores...para a mim a vida já não 'e real...faço da ilusão a minha fantasia, algo que dê cor a este negro que eu sou...as pessoas não me olham, já' nem me fintam de leve. Realmente o medo é desolador...tira à pa'tria os seus filhos, queima de ve'u estendido o seu coração, luta de espada em punho...cumpre a sua missão...e sempre destemido enterra-se naquela terra de ocre, como se na cama se deitasse.
Como estou habituado a este escuro, não h'a lágrimas nos meus olhos, apenas remorsos secos desta vida que escolhi...'e uma grande treta....mas da mesma forma que o meu beijo de vampiro e' fatal e não tem volta a dar...esta vida que escolhi tambe'm...

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